Tag literária: No Outono É Sempre Igual

Eis que finalmente me empolguei com uma tag literária BR /o/ tudo bem que tem várias tags legais, mas essa, criada pela Melina Souza, ficou muito boa e como também estou bem empolgada com a chegada do outono, aqui vamos nós responder a tag.

1. A noite cai, o frio desce: um livro que se passa em uma época fria Continue lendo “Tag literária: No Outono É Sempre Igual”

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Resenha: Kings of the Wyld de Nicholas Eames

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ilustras de Scott McCauley com uma mãozinha minha 😛

Título: Kings of the Wyld
Autor: Nicholas Eames 
Editora: 
Orbit
Publicação: 
2017
Idioma: 
Inglês
Páginas: 
502
Nota: 
4/5

Quando li a sinopse de Kings of the Wyld já achei de cara, que esse livro seria para mim. Eu adoro livros de fantasia, e sem dúvida alguma, esse livro é um prato cheio para quem também é fã do gênero Continue lendo “Resenha: Kings of the Wyld de Nicholas Eames”

Resenha: Corte de Espinhos e Rosas (trilogia)

Quando peguei o primeiro livro dessa série para ler, lá no início de 2017, só tinha em mente duas coisas: Corte de Espinhos e Rosas é um livro supostamente mais adulto que Trono de Vidro (primeiro livro que li da autora) e foi inspirado no conto de A Bela e a Fera. Mesmo sabendo que muitas pessoas já estavam lendo esse livro, embarquei na história sem saber muito o que esperar e felizmente fui sugada para esse mundo que só crescia e se mostrava cada vez mais rico e original.

20180112_113545.jpg Continue lendo “Resenha: Corte de Espinhos e Rosas (trilogia)”

Resenha: Ecos de Pam Muñoz Ryan

Título: Ecos
Autor(a): Pam Muñoz Ryan
Editora:
DarkSide Books
Publicação:
2017
Idioma:
Português (Br)
Páginas:
368
Nota:
4/5

20180104_102858Ecos a princípio, parece ser um livro para crianças, do tipo que deixa o coração quentinho, o que de fato deixa e que também é para crianças, mas que acima de tudo, é um livro para todas as idades e muitos gostos diferentes.

Graças as minhas queridas amigas Jhenifer e Taína ganhei esse livro lindo (por fora e por dentro) e o li rapidinho. E tenho que dizer, livros bons e que ficam guardados no nosso coração costumam ser aqueles que nos fazem sentir várias coisas, se apegar às personagens e também aprender com sua história. Felizmente passei por tudo isso durante a leitura desse livro.

Mas sobre o que é? 

Em Ecos somos transportados para 50 anos antes da Segunda Guerra Mundial, e acompanhamos a história (em um estilo de contos de fadas) de Otto, que se perdeu em uma floresta enquanto brincava de esconde-esconde, e três irmãs filhas de um rei, que foram abandonadas e cresceram nessa mesma floresta, aos cuidados de uma bruxa medonha.

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As páginas possuem cores diferentes: preto para a história das irmãs e branco para a de Otto.

Esse pequeno conto é um prelúdio para as três histórias que se seguem. Nele as irmãs Eins, Zwei e Drei conhecem Otto e descobrem que suas histórias estão interligadas pelo seu amor pela música. Ao conhecerem mais sobre a história um do outro e ajudarem Otto a encontrar o caminho de volta para casa, uma promessa é feita e cabe a Otto cumprí-la. É aí que a jornada de fato começa e vemos como a gaita de Otto toca a vida das personagens que a encontram.

Não quero me delongar muito sobre o que se tratam as três histórias, mas em cada uma delas temos um protagonista diferente, todos sendo crianças e todas de alguma forma encontram esse instrumento enviado por Otto e têm suas vidas alteradas de forma muito bela graças à ele.

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Detalhe da capa (os protagonistas juntos tocando gaita)

Cada história se passa em um cenário de Segunda Guerra. A primeira história se passa em Trossingen na Alemanha, no ano de 1933. A segunda em 1935, em um condado da Filadélfia na Pensilvânia, Estados Unidos. E por fim, no sul da Califórnia em 1942.

Todas as histórias embora escritas de forma muito bela e fluída, carregam um peso enorme nas entrelinhas, são histórias tristes, mas que carregam mensagens de esperança, amor e união. A primeira história foi a que mais me emocionou, pois foi muito difícil ver como as pessoas foram se apegando aos ideias hitleristas e destruindo laços entre familiares, amigos e toda uma cultura.

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Os capítulos são curtíssimos e facilitam a fluidez da leitura.

Acredito que a autora fez um trabalho mágico aqui. Além de inserir muitas referências musicais (especialmente ao Blues e músicas clássicas) que tornam a história ainda mais encantadora, ela trabalhou com esses contextos históricos que eu, particularmente, não conhecia e pude ver como a guerra afetou de formas variadas e em cenários que não são apresentados com frequência, nos dando uma visão nova e diferente da maioria dos filmes e histórias mais comuns que vemos desse período.

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Recomendo muito a leitura e aconselho que você ouça, pelo menos para conhecer, as músicas que abrem cada história.

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Os números são referências para se tocar a música na gaita ❤

A edição da DarkSide está impecável e arrisco dizer: até mais bonita que a gringa (AAÊEE~)

fim.

Um abraço,

Natália